segunda-feira, 11 de julho de 2011
Perfume.
Naquele instante sua mente exalava um perfume conhecido mais por seu coração que pelo próprio pulmão, suas mãos ainda entormecidas conseguiam sentir o calor de outro toque além do seu próprio, naquele instante, sua mente não era mais sua, pois outro alguém havia se apoçado dela, de seus pensamentos, vontades e lembranças e naquele instante ela continuava ali, parada, inérte, e navegando pelas estradas que talvez nunca houvesse pensado existir, sabia que seu corpo assim como tudo em si, precisavam de tudo aquilo de volta, dos mesmos sonhos, das mesmas palavras, e talvez a falta daquilo fizesse ainda mas sentido agora, queria ir embora de tudo em que estava agora, pois não era apenas um lugar, era uma vida, uma vida de poucos dias e poucas horas, comparadas a tudo que já havia vivido, porém com muito mais força e intensidade do que tudo aquilo também, e sorria , olhando pro mesmo céu , passando pelos mesmos lugares relembrando tudo , e a cada dia se fazia mais e mais intenso, cada vez que aquele perfume le vinha a tona, cada vez que aqueles olhos lhe vinham a mente, queria sentir-se viva outra vez... porém daquela forma, apenas vegetava.
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