
Era loucura mesmo, e ela estava completamente louca, por ele e por todas as sensações que lhe causava. O perigo, a adrenalina, e ousadia... Ela parecia alimentada e manipulada por aquele jogo, um jogo altamente envolvente, no qual ambos os jogadores conheciam muito bem suas táticas e as táticas um do outro. Um jogo onde talvez ambos ganhassem e perdessem ao mesmo tempo. Era um jogo, e os dois sabiam disso, e ainda assim queriam jogar. Ele era sua maior fraqueza, seu maior erro, sua maior tentação, e seu pior pecado. Ele conseguia ser tudo isso apenas em um pensamento, e parecia ainda mais absurdo, saber que ambos compartilhavam desse pensamento, absurdo e louco. Ele era sua Kriptonita, veneno doce, daqueles que se bebe aos poucos só para tornar a morte mais lenta, lenta para apreciar cada último segundo que se resta. Era como se ela estivesse na beira de um abismo, e lá no fundo ele lhe estendesse a mão, ela sabia que jogar-se poderia matá-la, mas morria só pela vontade de alcançá-lo.
