
As vezes, a cabeça dela se esvazia de consciência e se enche de pensamentos aleatórios e vazios, tão vazios quanto ela sente-se as vezes. E nessas tantas vezes, ela parece esquecer de todos os motivos que fizeram ela chegar até aqui... ela continua de pé, ela ainda respira, anda, dorme, sente. Mas na realidade? Ela não sente mais. E as vezes nem ao menos sabe dizer se vive, ou quem é... Pois é, ela não sabe mais quem é, não reconhece a imagem no espelho, não ouve mais nem os próprios gritos que ecoem por dentro dela, ou disso que ela mostra ser.
Uma falsa força, uma falsa falta de sentimentos... Apenas uma garota que ainda não aprendeu a agir como uma mulher.
As vezes, ela parava no tempo, olhava ao redor e observava todas as pessoas que lá estavam, as que sorriam, que choravam, que abraçavam, que vivam junto dela, e era olhando pra essa multidão que ela sentia-se sozinha... Estranho não? Quanto mais gente lhe rodeava, mas sozinha ela parecia estar, sozinha e perdida... dentro dela mesma. Procurava motivos para continuar de pé, para não abandonar-se pelo caminho, já tão cansada de andar sem rumo por aí, apenas parar e descansar... Talvez o mais profundo dos descansos, o mais doce, ou mais amargo... Quem realmente sabe? Ninguém! Nem ela saberá, pois as vezes não sabe se continuar tentando é mesmo um ato de coragem, ou um ato de covardia, de não saber reconhecer qual é o limite, ou onde encontra-se o fim. Talvez ela estivesse realmente era fugindo, fugindo de dar explicações , cujas ela nem ao menos tem para si mesma; Estava tão cheia de sentir-se vazia, e tão vazia que isso a enchia... Na realidade ela nunca soube se explicar, e nunca soube se realmente queria fazer isso. Agora, olhando tudo, permanecer em silêncio e trancada no seu mundo, parecia ser o mais confortável.
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