Eu remechi os fatos passados, revirei as lembraças , relembrei as imagens, nossas fotografias, eram coisasa tão passadas, tão esquecidas, e derepente as vi ali, reacezas como brasas quentes em minhas mãos, já não me machucavam mais, eram relíquias apenas, guardadas num cofre cuja chave eu deveria ter jogado fora, e porque será que não joguei ?
Eu podia rever cada um dos detalhes, e em minha mente as memórias se faziam tão reais quanto a própria realidade, realidade de quando nós acreditamos ser felizes, quando acreditamos que tudo seria o suficiente, pelo menos antes de descobrirmos que o nosso tudo não era nada, e que todo o castelo construído era pura areia , agora levada pelas águas geladas de um mar friu e arredio chamado solidão. você se foi tão docemente, que foi como se não tivesse ido, e eu me adaptei ali, sentada, com o vento correndo por entre meus dedos, assim como você, que soltou minha mão dia após dia de forma tão sublime que eu não me dei conta, pelo menos não até eu te procurar e sentir todo o peso de volta sobre minhas costas, sosinha...
Eu deveria ter queimado todas as memórias, todas as lembranças, mas de que maneira eu te arrancaria de mim, sem precisar ir embora junto com tudo ?
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