segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Jogo.

Eu lembro como te conheci, no acaso dos acasos, na verdade , nem sei como exatamente foi, só sei que foi... e eu nunca dei nada por isso, não como hoje.
Você sempre soube cativar com suas manias de risada, e se mostrou a pessoa mais carinhosa e meiga do mundo , me encheu de mensagens e mimos depois de apenas algumas horas de conversa, era como se eu já te conhecesse sabe ? de algum outro lugar, quem sabe? um universo paralelo ao nosso, onde você e eu éramos Romeu e Julieta , eu gosto de acreditar nisso, talvez seja a única coisa que reste, além das lembranças do seu sorriso bobo enquanto eu falava, ou a forma idiota como zuava de minha cara com todas as besterias que eu cometia e te contava, foi assim desde o começo, apenas riamos um do outro, sem pressa nenhuma de parar ou de voltarmos a realidade séria do que cada um vivia no seu próprio mundo, e eu sempre soube que no fundo, ambos fugiam de algo bem mais forte, que ainda que não viesse a superfície, conseguia transbordar por cada centímetro nosso, você me contou sua vida, seus erros e sonhos, e eu te contei minhas tristezas, esperanças e amores, era simples assim, não tinhamos nada e ainda assim tinhamos tudo, não percebemos onde tudo nos levava, era um jogo, um jogo pros dois, um lindo e doce jogo viciante de azar, em que ambos apostaram tudo , e por alguma " sorte " do destino, terminamos a partida sem descobrir quem ganhou ou perdeu . você gostava de acreditar que o universo conspirava contra nós dois juntos, e eu insistia em dizer que as coisas difíceis são mais deliciosas... Hoje, nossas conversas não passam de meias palavras, entaladas e secas, sorrisos educados onde os olhos não se cruzam mais, e a conspiração e dificuldade maior é o casaço de outras batalhas perdidas e esquecidas.

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