E você está ali, parada a beira do abismo, entre a vontade de desistir de tudo, e o desejo de lutar, mas não consegue achar uma razão pra voltar um passo atrás e se salvar, salvar a si mesma da queda. E tudo que você precisa é de um pequeno empurrão, um empurrão leve, porém com o peso forte suficiente pra fazer aquilo que você ainda não teve coragem, se libertar, o vento batendo em seu cabelo, resfriando todo o seu corpo, como um corpo sem vida , vivo apenas exteriormente, mas um cadáver sem forças no seu profundo íntimo, então se sente só, e desolada, pois se voltar atrás sabe que não haverá ninguém te esperando de braços abertos e que o único motivo de seus sorriso, agora se transformou em suas lágrimas e é justamente disso que está tentando fugir nesse abismo, mas também tem medo, medo daquilo que não conhece, do fundo sombrio e úmido que te aguarda no fim daquele abismo, o fim de tudo, o fim dos sonhos, o fim da dor, os dos sorrisos e lágrimas... o seu próprio fim.
É , é bastante triste, mas se até agora parece que não houve piedade pra você, o que irá haver agora além de sua redenção através de sua própria forma de de se redimir ?
É , é bastante triste, mas se até agora parece que não houve piedade pra você, o que irá haver agora além de sua redenção através de sua própria forma de de se redimir ?
E se jogar ali, não significa o fim de sua existência, não literalmente... mas você precisa mergulhar o mais fundo que conseguir, até não ter mais forças pra respirar e ir deixando morrer aos poucos tudo aquilo que te fez tão fraca um dia, pra ressurgir mais forte e mais dura ... então você se aproxima ainda mais daquela beirada estreita, e sente o leve empurrão que te joga finalmente pra baixo, as mãos " amigas " que te empurrão pro fundo . Você vai, pela primeira vez tão leve quando uma pluma, sem dor, sem arrependimentos, vestindo o luto por tudo aquilo que morreu ainda em vida, tudo aquilo que você amou com sua vida, sentindo o vento te aspirar pra baixo com tanta delicadeza, que aquela umidade que rola em seu rosto em determinado momento, consegue ser prazeirosa e se deixa ir... de encontro ao fundo , sem relutar, sem combater, é o seu destino , e você se deixa derramar e espalhar pelo vento, abafando o grito dentro do peito, pois aquela altura ninguém mais pode salvá-la além de si mesma, e ainda assim você se encontra sem forças suficientes pra se livrar da colisão , você já aceitou, realmente aquele é o fim...
O fim do que você conheceu... e começo do que você ainda não planejou !

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