segunda-feira, 10 de novembro de 2014


Quão longe se pode ir, quando não se pode sair do lugar ?

Parada aqui, me teletransporto pra outro lugar... Sonho com o futuro, vislumbro o presente, visito o passado, regresso, refaço, faço, penso, imagino, mudo. Minha máquina do tempo? Está grande parte do tempo comigo, pendurada em meu pescoço, tocando algo em meus ouvidos, melodias e palavras com poder de me descrever, me refazer, me levar, me mudar. Versos que são tão meus, mesmo sem ser realmente, amor em ondas sonoras.  Música, que invenção seria mais útil que você? Mais completa, mais verdadeira, compreensiva, quando não tenho um palavra sequer a dizer, você diz tudo o que eu gostaria, arranca suspiros, risos, lágrimas, acompanha em qualquer lugar, para qualquer lugar, está em cada canto, debaixo de cada pedaço. 
Quando eu não posso sair daqui, é através da música que me vou, vou a qualquer lugar que deseje ir, apenas fecho meus olhos, e viajo. Junto com as notas, arranjos, timbres, eu guardo lembranças, desabafo medos e raivas. Hoje é um desses dias, em que não se há muito o que dizer, e tentar escrever também não adianta muito. Apenas colocarei meus fones e irei a outro lugar, a qualquer lugar longe daqui.

Nenhum comentário:

Postar um comentário