terça-feira, 15 de julho de 2014

Liberta.


Era assim que ela sentia-se naquele momento. Liberta. Livre de tudo o que a prendia no chão, leve o suficiente para sair flutuando, do mesmo jeito que sentia sua alma flutuar ao lembrar daquele sorriso, um novo sorriso, novo por ser outro, outro totalmente diferente dos de antes, esse não lhe escondia nada, sem mistérios, sem incógnitas, um sorriso claro e leve, que fazia seu coração palpitar de um modo eufórico, quase ofegante. Ela estava livre agora, já não sentia o peso das correntes, estava salva. Perdida e salva, porque agora mais uma vez o seu bobo coração havia voltado a sonhar, sonhar sonhos que não passariam disso, mas desta vez ao menos ela estava ciente, ciente e satisfeita, de algum modo estranho e engraçado até, aquilo não estava lhe causando dor, ou rancor, aquele era sim um sentimento diferente, e até o seu lado " negativo" de algum modo lhe trazia positividade, ela estava satisfeita sim, e conformada, as coisas são como têm de ser, como Deus decide que sejam, e ela não iria descordar jamais disso. Mas agora era alguém pelo qual realmente valia a pena manter-se quieta, no seu canto, era alguém diferente, de tudo e todos, alguém único em seu modo de ser. E ao lembrar dele ela sorria novamente, pela doçura que lhe passava... Ela estava perdida naqueles olhos, tão "claros" , e ao mesmo tempo estava salva, salva da escuridão de antes.

Nenhum comentário:

Postar um comentário