
Era uma vez uma menina colorida chamada alegria. Alegria era clara, digo mais, iluminada. Irradiava cor e luz por onde passava... Alegria era simples, sem nós ou voltas, andava por aí sorrindo para todos, mas nem todos lhe sorriam de volta, alguns nem a enxergavam. Alegria não era qualquer uma, e nem todos podiam vê-la, alguns passavam desapercebidos por ela, enquanto outros a viam em todo lugar. Alegria era especial... Era.
Dizem que nem tudo é perfeito, e o tempo foi se encarregando de provar isso. Alegria, forte e sonhadora, foi vendo que as pessoas já não se importavam com ela, dia após dia menos lhe enxergavam, Alegria tornou-se preto e branca, quase cinza. Escondeu-se, parecia outra. E mudou de nome, hoje chamava-se Tristeza.
Tristeza que um dia foi Alegria, já não andava por aí, rastejava-se pelos cantos, escondida e encolhida. Trazia consigo um peso que nem sabia como adquiriu. Escureceu. Com o tempo, Tristeza se via por aí sem precisar de espelhos, via-se nos outros, Tristeza pesada e escura, espalhada nos sorrisos desbotados e nos olhares mórbidos. Tristeza não estava só, porque muitos a acompanhavam. e assim seguia, sendo apenas Tristeza, já nem lembrava como era ser Alegria, não alegrava-se mais. Entristeceu e ponto.
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