Aquela musiquinha está tocando ao fundo de sua cabeça novamente, ela nuna sabe o que exatamente isso significa, quais são os momentos oportunos pra buscar ou não respostas... embora ultimamente a única coisa que ela tenha buscado, é um modo de fugir de tudo isto, de todas as perguntas, cujas possíveis respostas talvez , nem sejam tão agradáveis assim, ela só queria uma chance.
No fundo é bem isso, só mais uma chance, uma chance como qualquer outra pra qualquer outra pessoa... menos pra ela! Só ela sabe da importância de tudo isso, e explicar nesse momento parece tão são nexo, sem nenhum tipo de sentido, e nem todas as palavras que ela usasse seriam eficazes o suficiente. Então ela tomou suas próprias decisões, e ela guardou tudo o mais profundamente que poderia guardar, todos os momentos, os medos, as dúvidas, as respostas, as perguntas, tudo que poderia guardar, tudo que poderia dar o início ao algo que ela jamais poderia concretizar, era justamente disso que ela estava fugindo, era justamente aí que se encontrava o seu medo, no fim. Ela sabia que seus sonhos não eram tão vazios quanto a sua mente parecia ser, então ela simplesmente se deixou flutuar, quem sabe no auge, ela não encontraria a paz ? A paz que até hoje ela não sabe o que significa, do mesmo jeitinho que aquela música que ainda está tocando ao fundo, mas que sempre vem ao seu encontro, como um tipo de canção de ninar, ou talvez a marcha fúnebre , preparando ela pra queda mais um vez... sim sim, ela acostumou a cair, mesmo que essas quedas nunca tenham deixado ela no chão, porque ela sempre se levanta, mais forte, mais fria, mais lúcida, ela sempre se levanta e mascara cada uma dessas marcas que vão ficando pelo corpo, só que no caso dela ficam na alma Ela já colocou o sorriso novamente no rosto, ela já pode dizer que está feliz.

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