
Ela continuava ali. Por algum motivo que ela mesma desconhecia, continuava de pé, segurando-se dentro de si mesma para não desmoronar. A vida lhe tinha sido dura e fria muitas vezes, mas ainda assim ela continuava a levar consigo uma esperança tão grande, que chegava a lhe parecer loucura. Como continuar sonhando, quando a realidade só faz machucar? Ela perguntava-se isso repetidamente... Ao menos até hoje pela manhã.
Parar para observar as coisas ruins ao nosso redor se tornou tão natural e crucial, que as coisas boas passam desapercebidas, das mais pequenas até as maiores.Paramos para pensar nas contas a pagar, nas tarefas a realizar, nas conquistas não alcançadas, nas decepções, tristezas, miséria, dor... falamos tanto, que parece que todo o mundo é feito apenas disso, dessas falhas que são tão nossas quanto dos outros, mesmo que na grande maioria das vezes nós venhamos a acusar mais que admitir. Reclamamos tanto, que esquecemos de agradecer ao fato de ainda estarmos aqui... Vivemos uma vida cega, onde o maior erro está naquilo em que focamos. Somos seres tendenciosos, e essa tendência nos leva a reparar nas coisas quais quais somos cheios, as coisas que nos fazem.
Quantas vezes paramos para reparar na imensidão do céu, e no quanto somos pequenos? Mesmo quando chegamos a pensar que somos tão grandes e capazes.
Quantas vezes sorrimos para alguém, simplesmente pela doçura de demonstrar companheirismo? Um sorriso muda tudo.
Quantas vezes tentamos corrigir nossos próprios erros, antes de apontar o do próximo ? Ou quantas vezes perdoamos as falhas alheias? Sabendo que desejamos ser perdoados um dia também...
Hoje pela manhã, uma pequena de alguns meses sorrio para mim... E de algum forma estranha ou louca, eu senti que ela precisava que eu acreditasse nessa esperança que trago comigo.
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